Enquanto muitas empresas apostam no público jovem, nos Millennials, um outro grupo de consumidores ganha cada vez mais destaque: a terceira idade. Segundo estudo desenvolvido pelo Banco Mundial, a velocidade do envelhecimento populacional no Brasil será significativamente maior do que a registrada no século passado nas sociedades mais desenvolvidas.

Em um país que envelhece rapidamente como o nosso, não enxergar o potencial deste público pode representar uma falha estratégica. Os idosos estão cada vez mais conectados, aproveitando as facilidades do e-commerce e se mantendo no mercado de trabalho, o que amplia ainda mais seu poder aquisitivo.

Novos hábitos e consumos começam a fazer parte da vida dessas pessoas. E, se antes a terceira idade passava parte desta fase vivendo nas casas dos filhos, parentes ou em casas especializadas para idosos, hoje a realidade de outra. Eles buscam, cada vez mais, viver confortavelmente e de forma independente pelo maior tempo possível. Logo, flexibilidade de utilização será uma característica importante dos novos produtos – incluindo o setor imobiliário – que terão locais possíveis de serem usados de várias maneiras por pessoas de diferentes idades, habilidades e preferências.

Os empreendimentos planejados para os idosos é uma modalidade que será impulsionada no mercado brasileiro em breve. O formato deste tipo de residência é, além das unidades especificamente projetadas para eles, com a oferta de serviços como lavanderia, arrumação da casa, transporte e médico ambulatorial. Além disso, dentro deste mesmo condomínio seriam realizadas atividades sociais e de lazer para integrar os moradores.

De acordo com pesquisas feitas no Canadá, há uma forte tendência de os idosos morarem de forma independente em suas próprias casas, já que 95% das pessoas com até 80 anos moram nesses tipos de comunidade.

Outro diferencial de empreendimentos voltados para esse nicho seria a localização. De fato, é preciso que o residencial esteja perto de uma infraestrutura importante, como mercados, farmácias, bancos e lojas. Com essas facilidades no entorno, a vida dos idosos se tornaria bem mais independente e ativa, já que poderiam realizar todas as suas atividades dentro de uma localização específica.

O relatório “Consumer Generations”, divulgado pela Tetra Pak, aponta que, no Brasil, o público sênior tinha 11% da renda do País, na última década. Nos próximos quatro anos, a expectativa é que eles passem a ter 16%, em decorrência do envelhecimento da população e do aumento do poder de compra dos brasileiros. Com esses dados em mãos, cabe ao mercado fazer uma aposta e adaptar os produtos imobiliários para essa nova etapa da nossa sociedade. Uma aposta que não tende a falhar!

Autor: Raquel Pellizzoni

Analista de Inteligência de Mercado da BLU Urban Thinking

 

 

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